Mesmo quando estamos parados em determinada situação de nossa vida, nossa mente é capaz de seguir em frente. Podemos imaginar uma solução já feita, usando a estratégia de "como se fosse...". Isto quer dizer pensar numa solução já realizada, como se tivesse acontecido de verdade.
Imaginar o desfecho satisfatório, vendo, ouvindo e sentindo como se fosse uma cena real usa os mesmos neurônios que usamos para perceber a realidade externa. Esta linguagem de ver, ouvir e sentir na mente serve como uma referência e dispara um processo de pensamento e ação que pode ser guiado e corrigido justamente pelo estado desejado criado na mente.
E para começar, você nem precisa saber exatamente o que vai fazer para chegar lá nesse estado desejado. Se é algo que dependa de você, bem contextualizado e está alinhado com o bem estar de todos os envolvidos, o que você criou na mente pode vingar. Aí, é uma boa o conselho, "Siga em Mente." O caminho se faz caminhando. Ou, segundo um ditado budista, "Se estamos apontados na direção certa, só precisamos continuar andando."
Mas, devo comentar que "Seguir em mente" pode ser problemático. Às vezes, nós deixamos que a situação problemática crie em nós um estado emocional muito negativo. Neste estado emocional, a mente segue em frente criando uma versão da realidade carente de percepção a ponto de bloquear acessos justamente aos nossos recursos internos que ajudariam a encontrar a saída.
Na verdade, precisamos saber quando sim e quando não "Seguir em Mente". Se você está pensando de um jeito que pressupõe que você tenha recursos e que pode aprender com a situação à mão e você consegue acessar um estado emocional que te apóie em vez de derrubar, "Siga em Mente" mesmo! Se você está pensando de um jeito em que se sentiria vítima das circunstâncias, impotente de fazer alguma coisa (no mínimo, você pode determinar sua reação à situação), então ponha outra placa sinalizadora, "Beco sem Saída." E pegue outro caminho.
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