sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Simples assim...

"And if I need anything at all...

I need a place
That's hidden in the deep
Where lonely angels sing you to your sleep
Though all the world is broken

I need a place
Where I can make my bed
A lover's lap where I can lay my head
Cos now the room is spinning

The day's beginning"

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Se eu fosse eu daria tudo o que é meu, e confiaria o futuro ao futuro.

"Nada posso lhe dar que já não exista em você mesmo. Não posso abrir-lhe outro mundo de imagens, além daquele que há em sua própria alma. Nada posso lhe dar a não ser a oportunidade, o impulso, a chave. Eu o ajudarei a tornar visível seu próprio mundo e isso é tudo" (Herman Hesse)

Se você fosse você, como seria e o que faria?

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Ser Mãe...

Um dia perguntei a minha mãe: Não está na hora de construir uma família? Será que eu deveria ter um bebê?

Isso 'Vai mudar a sua vida,' ela disse, cuidadosamente mantendo um tom neutro.
'Eu sei,' eu disse, 'nada de dormir até tarde nos finais de semana, nada de férias espontâneas...'
Mas não foi nada disso que ela quis dizer. E olhou para mim, tentando decidir o que dizer.

Ela quis me dizer o que eu nunca iria aprender em cursos para casais grávidos.
Ela quis dizer que as feridas físicas de dar à luz iriam se curar, mas que tornar-se mãe deixaria uma ferida emocional tão exposta que eu estaria para sempre vulnerável.
Talvez ela tenha pensado em me alertar que nunca mais iria ler um jornal sem me perguntar 'E se tivesse sido o MEU filho?' Que cada acidente de avião, cada incêndio iria me assombrar. Que quando eu visse fotos de crianças morrendo de fome, me perguntaria se algo poderia ser pior do que ver um filho morrer.
Olhando para as minhas unhas com a manicure impecável, meu terno estiloso deve ter pensado que não importa o quão sofisticada eu seja, tornar-se mãe me reduziria ao nível primitivo da ursa que protege seu filhote. Que um grito urgente de 'Mãe!' fará com que eu derrube um suflê na melhor louça sem hesitar nem por um instante.
Hoje eu sinto que ela queria ter me avisado que não importa quantos anos investi em mim e em minha carreira, porque de certa forma isso é arrancado dos trilhos profissionais pela maternidade.
Eu posso conseguir uma escolinha, mas um belo dia eu entrarei em alguma importante reunião de negócios e pensarei no cheirinho do meu bebê. E terei que usar cada milímetro da minha disciplina para evitar sair correndo para casa, apenas para ter certeza de que ele está bem.
Ela ainda me deixou saber que decisões do dia a dia não mais são rotinas. Que a decisão de um menino de 5 anos de ir ao banheiro masculino ao invés do feminino no McDonald's se tornará um enorme dilema. Que ali mesmo, em meio às bandejas barulhentas e crianças gritando, questões de independência e gênero serão pensadas contra a possibilidade de que um molestador de crianças possa estar observando o banheiro.
Não importa o quão assertiva eu seja no trabalho, eu me questionarei constantemente como mãe.
O peso da gravidez perdemos eventualmente, mas jamais me sentirei a mesma sobre mim mesma.
A vida, antes tão importante, hoje tem menor valor depois de ter filhos.
Eu me daria num segundo para salvar minha cria, mas também começo a desejar por mais anos de vida - não para realizar meus próprios sonhos, mas para ver meus filhos realizarem os deles.
A cicatriz de uma cesárea tornou-se uma medalha de honra.
O relacionamento com meu marido mudou, mas não da forma como pensei.
Eu entendi o quanto mais se pode amar um homem que tem cuidado ao passar pomadinhas num bebê ou que nunca hesita em brincar com seu filho.
Talvez a minha mãe quisesse me mostrar o quanto eu deveria saber que me apaixonaria por razões que antes acharia nada românticas.
Eu percebo a conexão com as mulheres que através da história tentaram acabar com as guerras, o preconceito e com os motoristas bêbados.
Eu posso pensar racionalmente sobre a maioria das coisas, mas eu me torno temporariamente insana quando eu discuto a ameaça da guerra nuclear para o futuro dos meus filhos.
Eu quero descrever um dia para o meu filho a enorme emoção que foi vê-lo aprender a andar de bicicleta.
Eu quero gravar a gargalhada gostosa dele tocando o pelo macio de um cachorro pela primeira vez.
Eu quero provar diariamente a alegria que é tão real que chega a doer.
No momento tenho lágrimas nos olhos.
' jamais irei me arrepender', penso finalmente.
Então fico pensando em minha mãe, uma mulher que foi muito sábia... e faço uma prece silenciosa por ela, e por mim, e por todas as mulheres meramente mortais que encontraram em seu caminho este que é o mais maravilhoso dos chamados.
Este presente abençoado de Deus... que é ser Mãe.'

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Cinderela Corporativa

O texto "Cinderela Corporativa" escrito por Wagner Campos, especialista em MKT, faz uma comparação do fairy tale "Cinderela" com o mundo corporativo e diz mais ou menos assim:

"No mundo corporativo encontra-se “Cinderelas”, “príncipes” e “fadas madrinhas”.
As “Cinderelas” são os profissionais que estão há mais tempo na organização e desempenham bem seus papéis. Um dia, um novo profissional (madrasta), ocupa um cargo superior ao da “Cinderela” e junto com a madastra, vêm as filhas (vícios e habilidades a serem conhecidos).
Os profissionais que contribuíram para o sucesso e crescimento da empresa, não são valorizados. E antes mesmo de conhecer a empresa, com o objetivo de apresentar resultados, a madrasta delega aos profissionais tradicionais, tarefas que mudam radicalmente a rotina, sem explicar quais serão as vantagens, as razões e os benefícios (caso existam), deixando-os assim desmotivados e sentindo-se desvalorizados.
Estes percebem que por mais que tentem sugerir algo, não serão ouvidos, pois o funcionário “madrasta” não teve a preocupação de conhecê-los e teme que os profissionais “Cinderelas” possam realmente possuir uma beleza superior à de suas filhas (vícios e habilidades), ou seja, possam apresentar rotinas e procedimentos adequados, aptidão e competência diferenciadas até mesmo superiores às dele.
E como que por encanto, eis q surge a "fada madrinha" e a "Cinderela" consegue contribuir com a sua sugestão e com isso aparece uma oportunidade. Só q a “madrasta” e a “Cinderela” terão que trabalhar em equipe. A“Cinderela” tem o “coração” do príncipe, ou seja, já obteve resultados significativos para a empresa, enquanto a “madrasta” apenas conseguiu desmotivar sua equipe. A “madrasta” saberá viver em harmonia com a “Cinderela”?"

Sei lá! Cada vez mais, percebo que o aproveitamento dos profissionais da equipe não é considerado no momento da escolha de um cargo. As empresas "ditam" isso, mas não é uma prática. E quando esta oportunidade existe, é dada a pessoa errada.
Será que ser um profissional competente e capaz não é um pré-requisito para uma promoção?Até quando o pré-requisito de cargos executivos será o "QI" ou simplesmente "ser incapaz"? Até quando a Mudança assustará as pessoas?
Será que o pensamento não deveria ser: Mudança = Nova forma de fazer e assim gerar sinergia na equipe.
O que faz do Líder, um líder? Na minha opinião pessoal, um líder é um empreendedor de pessoas. Já tive alguns poucos e os admiro. Porque estes são capazes de aprender enquanto ensinam.
Cadê a tal da CORAGEM para Crescer e Conquistar? (já dizia um amigo meu em um outro texto a respeito da covardia e precipitação, também merecedor, e muito, de comentários).
Mas, como "boa Cinderela" não devemos desistir dos nossos interesses. Felizmente a vida nos proporciona escolhas e muitas vezes, elas chegam na hora exata.

O meu Projeto "Benchmark Pessoal" está em Melhoria Contínua e o teu?