Sabe aquela pessoa que te tira do sério?
Pode ser alguém que você não gosta mesmo, ou pode ser alguém que gosta ou até ama, mas em determinados momentos, consegue agir ou falar de uma maneira extremamente enlouquecedora, mas em todo caso é alguém capaz de provocar reações desagradáveis em você.
Existem vários truques para poder aturar tais pessoas na hora em que estamos testando nossa paciência. Já encontrei alguns exercícios engraçadinhos em que se vê a pessoa que é objeto do desgosto em situações engraçadas, como por exemplo: sentado em cima do vaso sanitário, de fraldas, com macaquinho no seu ombro ou enfiando meus dedos no ouvido dela, etc.
Eu nunca consegui gostar destas técnicas, mesmo entendendo que visam cortar o efeito maléfico da própria percepção negativa a respeito da pessoa. Entendo que é uma coisa do meu modelo de mundo - acho que não vale se sentir melhor "rebaixando" o outro.
Aí, um dia conheci as técnicas do Michael Colgrass, compositor premiado e treinador de PNL. Li sobre alguns trabalhos fantásticos para improvisação, uso do palco, gestão de estados e coisas do gênero. Mas, uma técnica pequenininha que ele incluiu em suas aulas, ficou comigo como uma bela maneira de cortar efeitos nocivos de percepções negativas sobre outros, sem recorrer a imagens negativas.
Ele conta que a esposa dele, a Ulla, havia inventando uma maneira muito lúdica de enquadrar, mentalmente, aquelas pessoas que nos tiram do sério. Ela é do teatro e aprecia bons atores. Então, na hora em que alguém está se comportando de uma maneira especialmente irritante, ela pensa, "Nossa! Que ator excelente! Como sabe incorporar este personagem de forma tão excelente que a platéia, como eu, consegue ter este asco, só de ver e ouvir o jeito de falar e agir!". Este reenquadramento mental usa uma estratégia que aprecio muito: substitui julgamento e reação negativa para uma observação e apreciação de "talentos".
Na verdade, na fantasia de ver o objeto de nosso desdém como ator que nos faz reagir, estamos incluindo uma responsabilidade nossa no efeito gerado pelo outro. Assim, podemos cortar nossas próprias reações condicionadas e superar nossas percepções limitantes e negativas sobre outras pessoas sem focar o negativo e sim brincando com a idéia de atores especialmente provocadores para nós em nossa condição de platéia.
Combina com aquela citação do Shakespeare : "O mundo inteiro é um palco, e todos os homens e todas as mulheres são apenas atores".
quarta-feira, 31 de outubro de 2007
sábado, 27 de outubro de 2007
Só o Amor não Sustenta...
Aos que não casaram,
Aos que vão casar,
Aos que acabaram de casar,
Aos que pensam em se separar,
Aos que acabaram de se separar.
Aos que pensam em voltar...
Não existem vários tipos de amor, assim como não existem três tipos de saudades, quatro de ódio, seis espécies de inveja.
O AMOR É ÚNICO, como qualquer sentimento, seja ele destinado a familiares, ao cônjuge ou a Deus.
A diferença é que, como entre marido e mulher não há laços de sangue, A SEDUÇÃO tem que ser ininterrupta...
Por não haver nenhuma garantia de durabilidade, qualquer alteração no tom de voz nos fragiliza, e de cobrança em cobrança, acabamos por sepultar uma relação que poderia SER ETERNA
Casaram. Te amo pra lá, te amo pra cá. Lindo, mas insustentável. O sucesso de um casamento exige mais do que declarações românticas.
Entre duas pessoas que resolvem dividir o mesmo teto, tem que haver muito mais do que amor, e às vezes, nem necessita de um amor tão intenso. É preciso que haja, antes de mais nada,RESPEITO. Agressões zero.
Disposição para ouvir argumentos alheios. Alguma paciência... Amor só, não basta. Não pode haver competição. Nem comparações. Tem que ter jogo de cintura, para acatar regras que não foram previamente combinadas. Tem que haver BOM HUMOR para enfrentar imprevistos, acessos de carência, infantilidades.Tem que saber levar. Amar só é pouco.
Tem que haver inteligência. Um cérebro programado para enfrentar tensões pré-menstruais, rejeições, demissões inesperadas, contas para pagar.
Tem que ter disciplina para educar filhos, dar exemplo, não gritar.
Tem que ter um bom psiquiatra. Não adianta, apenas, amar.
Entre casais que se unem , visando à longevidade do matrimônio, tem que haver um pouco de silêncio, amigos de infância, vida própria, um tempo pra cada um.
Tem que haver confiança. Certa camaradagem, às vezes fingir que não viu, fazer de conta que não escutou.
É preciso entender que união não significa, necessariamente, fusão. E que amar "solamente", não basta.
Entre homens e mulheres que acham que O AMOR É SÓ POESIA, tem que haver discernimento, pé no chão, racionalidade.
Tem que saber que o amor pode ser bom pode durar para sempre, mas que sozinho não dá conta do recado.
O amor é grande, mas não são dois.
Tem que saber se aquele amor faz bem ou não, se não fizer bem, não é amor.
É preciso convocar uma turma de sentimentos para amparar esse amor que carrega o ônus da onipotência.
O amor até pode nos bastar, mas ele próprio não se basta.
Um bom Amor aos que já têm!
Um bom encontro aos que procuram!
E felicidades a todos nós!
Por Artur da Távola.
...Que com certeza escreveu este texto com a alma.
Aos que vão casar,
Aos que acabaram de casar,
Aos que pensam em se separar,
Aos que acabaram de se separar.
Aos que pensam em voltar...
Não existem vários tipos de amor, assim como não existem três tipos de saudades, quatro de ódio, seis espécies de inveja.
O AMOR É ÚNICO, como qualquer sentimento, seja ele destinado a familiares, ao cônjuge ou a Deus.
A diferença é que, como entre marido e mulher não há laços de sangue, A SEDUÇÃO tem que ser ininterrupta...
Por não haver nenhuma garantia de durabilidade, qualquer alteração no tom de voz nos fragiliza, e de cobrança em cobrança, acabamos por sepultar uma relação que poderia SER ETERNA
Casaram. Te amo pra lá, te amo pra cá. Lindo, mas insustentável. O sucesso de um casamento exige mais do que declarações românticas.
Entre duas pessoas que resolvem dividir o mesmo teto, tem que haver muito mais do que amor, e às vezes, nem necessita de um amor tão intenso. É preciso que haja, antes de mais nada,RESPEITO. Agressões zero.
Disposição para ouvir argumentos alheios. Alguma paciência... Amor só, não basta. Não pode haver competição. Nem comparações. Tem que ter jogo de cintura, para acatar regras que não foram previamente combinadas. Tem que haver BOM HUMOR para enfrentar imprevistos, acessos de carência, infantilidades.Tem que saber levar. Amar só é pouco.
Tem que haver inteligência. Um cérebro programado para enfrentar tensões pré-menstruais, rejeições, demissões inesperadas, contas para pagar.
Tem que ter disciplina para educar filhos, dar exemplo, não gritar.
Tem que ter um bom psiquiatra. Não adianta, apenas, amar.
Entre casais que se unem , visando à longevidade do matrimônio, tem que haver um pouco de silêncio, amigos de infância, vida própria, um tempo pra cada um.
Tem que haver confiança. Certa camaradagem, às vezes fingir que não viu, fazer de conta que não escutou.
É preciso entender que união não significa, necessariamente, fusão. E que amar "solamente", não basta.
Entre homens e mulheres que acham que O AMOR É SÓ POESIA, tem que haver discernimento, pé no chão, racionalidade.
Tem que saber que o amor pode ser bom pode durar para sempre, mas que sozinho não dá conta do recado.
O amor é grande, mas não são dois.
Tem que saber se aquele amor faz bem ou não, se não fizer bem, não é amor.
É preciso convocar uma turma de sentimentos para amparar esse amor que carrega o ônus da onipotência.
O amor até pode nos bastar, mas ele próprio não se basta.
Um bom Amor aos que já têm!
Um bom encontro aos que procuram!
E felicidades a todos nós!
Por Artur da Távola.
...Que com certeza escreveu este texto com a alma.
terça-feira, 2 de outubro de 2007
Amar se aprende amando...
Podemos aprender amar se relacionando.
Trocando experiências, afetos, conflitos e sensações. Não precisamos amar sob os conceitos que nos foram passados. Somos livres para optar. E ser livre não é beijar na boca e não ser de ninguém. É ter coragem, ser autêntico e se permitir viver um sentimento... É arriscar, pagar para ver e correr atrás da felicidade. É doar e receber, é estar disponível de alma, para que as surpresas da vida possam aparecer. É compartilhar momentos de alegria e buscar tirar proveito até mesmo das coisas ruins.
Ser de todo mundo, não ser de ninguém, é o mesmo que não ter ninguém também... É não ser livre para trocar e crescer... É estar fadado ao fracasso emocional e à tão temida solidão."
Simples assim.
Trocando experiências, afetos, conflitos e sensações. Não precisamos amar sob os conceitos que nos foram passados. Somos livres para optar. E ser livre não é beijar na boca e não ser de ninguém. É ter coragem, ser autêntico e se permitir viver um sentimento... É arriscar, pagar para ver e correr atrás da felicidade. É doar e receber, é estar disponível de alma, para que as surpresas da vida possam aparecer. É compartilhar momentos de alegria e buscar tirar proveito até mesmo das coisas ruins.
Ser de todo mundo, não ser de ninguém, é o mesmo que não ter ninguém também... É não ser livre para trocar e crescer... É estar fadado ao fracasso emocional e à tão temida solidão."
Simples assim.
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