Essa aconchegante e onipresente canção de John Lennon
Sempre me chamou atenção em seu começo:
“Então chegou o Natal, e o que você fez?”
A velha angústia amalgamada na culpa de se imaginar
não tendo feito tudo ao seu alcance.
Não sei se é possível quantificar
mas entendo que é possível sentir,
é possível sonhar, e concretizar a partir
de mudanças graduais de comportamento
a que nos propusermos.
Não é o que imaginávamos da vida que conta,
mas o que conseguimos fazer no cotidiano
com as surpresas que a vida nos apresenta.
Se nem tudo acontece como esperado,
por outro lado não vivemos só de revés.
Que o “cara lá de cima” nos dê sabedoria
e saúde para aproveitar o aqui e agora.
Não existe melhor momento que hoje,
nunca estaremos tão preparados
quanto gostaríamos e, com certeza,
nunca estaremos tão jovens.
É tempo de voltar a dar aquele doce sorriso
aberto, sincero, e sem filtros da infância.
É tempo de se deixar inundar por
emoções imprevisíveis como
na fase da adolescência,
na qual o infinito é o limite.
Mas segue inevitável e indelével a reflexão:
não dá para mudar o que já foi
mas é possível alterar o que virá.
Que nossa influência no futuro seja profícua,
ainda que imperfeita e limitada.
E que o novo ano que se descortina
seja proporcional ao esforço realizado.
E assim também, como termina a música:
“A very merry christmas
and a happy new year
let’s hope it’s a good one
without any fear.”
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
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