quarta-feira, 7 de julho de 2010

Cabeça de Engenheiro...

Analisando uma frase que desconheço o autor: "Os amadores construíram a Arca de Noé e os profissionais o Titanic".

A quem, senão a um proto-engenheiro, o Criador demandaria, por exemplo, que construísse "...uma arca de (...) de trezentos côvados de comprimento", com "um andar de baixo, um segundo e um terceiro". Pois quem ouviu a ordem divina, o mitológico Noé, certamente deveria ser observador, curioso e habilidoso como seu ancestral, e também deveria já ter agregado uma outra característica: ser dado à precisão das medidas e ter confiança na própria engenhosidade para aceitar o desafio de fazer sustentar um andar sobre o outro e além disso, sustentar à arca, ele próprio, sua família e as espécies animais do planeta sobre a água, em um fantástico desafio de engenharia civil, naval e de logística, uma vez que Noé também deveria pensar na sobrevivência de toda a tripulação por 40 dias, dentro da arca. Experimente pensar em estoque de comida para atender às necessidades de espécies tão distintas; dimensionar as condições sanitárias; a navegabilidade da arca; a manutenção de sua estrutura; o gerenciamento da circulação interna e um verdadeiro sem-fim de problemas, e isso sem pensar nos dilemas éticos, morais, legais e – pelo menos no exemplo bíblico – religiosos. Um problema complexo, com muitas variáveis, convenha: coisa para uma "cabeça de engenheiro"...
E já que lembramos logística (uma área que hoje faz parte dos estudos em engenharia de produção), vamos falar de um exemplo mais conhecido por todos, o Titanic, que foi construído por profissionais, Engenheiros, mas esqueceram de algo simples e fundamental, provisionar botes salva-vidas em número suficiente para atender a capacidade total de passageiros em caso de emergência.

Profissionais ou Amadores?