quarta-feira, 21 de maio de 2008

A Guinness...

Ao decidir sair do Rio para um mochilão de 35 dias passando por 10 países na Europa, tive uma dúvida no meu roteiro: Escócia ou Irlanda ?
Com a primeira parada garantida em Londres (minha preferida), Dublin - na Irlanda, viria logo depois.
Conhecer Dublin me fez relembrar a adolescência. Além de ser a “terra do U2", a cidade abriga o Trinity College e acolhe milhares de estudantes de todas as partes do mundo durante o ano. Dona de diversos castelos históricos tem um povo simples, simpático e alegre, assim é o irlandês. Entre dezenas de pubs espalhados pela capital, um especial, o “Temple Bar”, onde conheci a Guinness. Foi “paixão” ao beber o primeiro pint.

A Guinness é uma cerveja cuja a história teve início em 1759 quando o seu fundador, Arthur Guinness passou a produzir a própria cerveja. Com quase 300 anos de história, a cerveja Guinness é produzida com a mesma composição desde o início: malte irlandês, água, lúpulo e levedura. Na fábrica, dizem que o quinto e mais importante elemento do sucesso da cerveja é o seu criador: Arthur Guinness.

Grande parte do turismo na cidade se deve a esta cerveja. Não há como ir a Dublin e não conhecer a fábrica, é de praxe todo turista ir lá e tomar sua pint de Guinness (grátis – depois de pagar pelo ingresso, nada mais justo).

Cheguei ao portão da fábrica e me impressionei com o tamanho do prédio, velho e a pleno vapor. Ao entrar somos transportados para um universo criado em torno da marca. Há um espaço que funciona como um museu e é impressionante ver que toda a estrutura foi desenvolvida para explicar a idéia do Arthur ao criar a sua cerveja, que carrega com orgulho a fabricação irlandesa e exalta os ingredientes nacionais.

Logo na entrada uma cachoeira, para representar a água puramente irlandesa. Depois, uma pequena parada na sala de degustação para provar alguns dos diversos tipos de Guinness. Nos últimos andares um grande mapa mundi indica os quatro cantos do mundo, onde a cerveja é vendida. Engraçado, não tinha o Brasil. Logo pensei...posso levar???
Mas era o segundo país entre os 10 pelo qual passaria e nem havia vivido a experiência de pegar o trem errado de Praga para a Austria e descer em Bratislava, capital da Eslováquia, às10pm.
No final da visita há um grande mural onde podemos colocar recados. Claro, deixei o meu.
No Bar 360º, que fica no topo da fábrica, tem uma vista panorâmica, onde é possível ver toda a cidade. O mais legal é que no vidro tem uma marcação indicando os principais pontos turísticos da cidade. É nesse lugar também que você pode trocar o seu “ingresso” por uma pint (equivalente a 500ml) de Guinness.
Na lojinha de souvenirs, uma infinidade de produtos com a "marca Guinness".
Não há como não entrar no clima irish, toda a visita é acompanhada de fundo musical com gaita de fole. É feito, praticamente, uma lavagem cerebral por todo o percurso e você realmente chega ao bar, no fim do passeio, com vontade de beber Guinness.

Não parei mais...
Onde eu vou, quero Guinness. A “Sam Adams” que era a minha preferida (pela convivência dos 3 anos estudando em Boston) perdeu para a Guinness, a Duvel, entre outras que acabei conhecendo depois ao descobrir que a terra da cerveja passa longe de ser a Alemanha, as melhores estão na Bélgica, depois da Guinness, é claro!

Ah....o restante da viagem? Fica para o próximo post, o objetivo deste era falar da Guinness.;-)


Cheers!!

terça-feira, 13 de maio de 2008

Viagem de trem

A vida é como uma viagem de trem, cheia de embarques e desembarques... de pequenos acidentes pelo caminho... de surpresas agradáveis com alguns embarques e de tristezas com os desembarques...

Quando nascemos, ao embarcarmos nesse trem, encontramos duas pessoas que, acreditamos que farão conosco a viagem até o fim: Nossos PAIS. Não é verdade, INFELIZMENTE, em alguma estação, eles desembarcam, deixando-nos órfãos de seus carinhos, atenção, proteção, amor e afeto.

Mas isso não impede que, durante a viagem, embarquem pessoas interessantes que virão a ser especiais para nós: Nossos irmãos, amigos e amores. Muitas pessoas tomam esse trem a passeio. Outras fazem a viagem experimentando somente tristezas. E no trem há, também, outras pessoas que passam de vagão em vagão, prontas para ajudar quem precisa. Muitos descem e deixam SAUDADES ETERNAS. Outros tantos viajam no trem de tal forma que, quando DESOCUPAM seus assentos NINGUÉM se quer percebe.

Curioso é considerar que alguns passageiros que nos são tão caros acomodam-se em vagões diferentes do nosso. Isso nos obriga a fazer essa viagem separados deles. Mas isso não nos impede de, com grande dificuldade, atravessar nosso vagão e chegarmos até eles. O difícil é aceitarmos que não podemos sentar ao seu lado, pois outra pessoa estará ocupando esse lugar.

Essa viagem é assim: Cheia de atropelos, sonhos, fantasias, esperas, embarques e desembarques...

Sabemos que esse trem jamais volta. Façamos essa viagem da melhor maneira possível, tentando manter um bom relacionamento com todos, procurando em cada um o que tem de melhor, lembrando sempre que, em algum momento do trajeto qualquer um poderá fraquejar e precisaremos entender isso.

O Grande mistério é sabermos em qual parada desceremos.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

E quem um dia irá dizer...

Que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração?
E quem irá dizer
Que não existe razão...?

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Simples Assim...

Gerência de Projetos é para gente grande e não para crianças.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Mulher Gato

A Mulher Gato, alterego de Selina Kyle, é uma personagem das histórias em quadrinhos que foi criada em 1940 por Bill Finger e Bob Kane, e teve sua primeira aparição na edição número 1 de Batman.

Órfã desde menina, Selina Kyle passou algum tempo em um orfanato feminino, do qual eventualmente fugiu. Sua inspiração para se tornar a Mulher-Gato teria se originado ao observar o próprio Batman, personagem com o qual acabou tendo um romance, que não durou.

Dotada de força, agilidade e sentidos ultradesenvolvidos, A Gata, é uma criminosa profissional em Gothan City e possui habilidades de uma super atleta. Usando um chicote e equipamentos de ginástica faz parte da sociedade secreta dos supervilões.
É uma criatura sedutora que vive um delicado equilíbrio entre o bem e o mal. As aventuras da Mulher-Gato têm início quando ela resolve acertar contas e também se divertir.

À medida que ela dá vazão ao seu lado selvagem, a linha entre A Mulher e seu Alter ego indomável começa a se romper – e nenhuma das duas está disposta a fazer o que os outros mandam.

Às vezes, é preciso morrer para começar a viver.

domingo, 4 de maio de 2008

Para existir, um par precisa inventar e compartilhar uma grande aventura...

AS HISTÓRIAS protagonizadas por um casal (sejam elas literárias, cinematográficas, teatrais ou televisivas) podem ser divididas em duas categorias. Há as histórias ditas "de amor", de "Cinderela" a "Romeu e Julieta". Na maioria dessas histórias, trata-se do primeiro encontro dos amantes e das dificuldades nas quais eles esbarram para se juntar.

As coisas podem acabar mal ("Romeu e Julieta"), mas, quando acabam bem, a narração termina na hora em que os amantes começariam a "viver felizes para sempre" ("Cinderela"). Ou seja, quando o amor deveria ser o tema principal, o que é narrado são os transtornos iniciais (com mais ou menos meleca sentimental) ou, às vezes, o trágico desfecho. A prática cotidiana do amor é, em geral, apenas objeto de farsas e comédias: risível.

A segunda categoria é a das histórias em que um casal vive uma aventura que, aparentemente, não tem nada a ver com seu amor: procuram juntos desvendar um crime, assaltar um banco, roubar um quadro, ganhar uma guerra ou encontrar o Santo Graal.
Ao longo dessas façanhas, eles se amam e têm ou não o tempo de se beijar e de transar (nos filmes, esse efeito colateral nos vale cinco minutos de rins, umbigos, pernas e lábios, que não têm nada a ver com a ação e permitem dar um pulo no saguão do cinema para renovar a pipoca).

Ora, para mim, os verdadeiros filmes de amor são esses, os da segunda categoria, os filmes "de aventura". Por quê?

A maioria desses filmes parece afastada de nossa experiência cotidiana. Com ou sem meu companheiro, é raro que eu assalte bancos, roube quadros ou solva enigmas policiais. Mas essas proezas valem como exemplos de um "fazer juntos", que, na prática do amor, é um ideal mais útil do que os meandros dos primeiros encontros, propostos pelos "filmes de amor".

Ou seja, os filmes de amor me dizem que, do amor, vale a pena ser narrado apenas o momento do apaixonamento (supõe-se, imagino, que, depois disso, aos poucos, a coisa vire uma lástima). Os filmes de aventura me dizem que existe a possibilidade de uma experiência comum, de uma aventura dos dois (que, claro, não precisa ser tão mirabolante quanto o que acontece na tela).

Em suma, concordo com a citação proverbial de Antoine de Saint-Exupéry (o autor de "O Pequeno Príncipe"): "Amar não significa se olhar um ao outro, mas olhar juntos na mesma direção" (se me lembro direito, a frase está em "Terra dos Homens", livro de memórias e reflexões que acaba de ser publicado em português pela Nova Fronteira).

Fica a pergunta: o que é "olhar juntos na mesma direção"? Na falta de fortalezas para expugnar, fazer o quê? A forma clássica de olhar juntos na mesma direção é criar filhos .

Isso não significa que um casal deva agüentar um inferno conjugal para que pai e mãe fiquem com seus rebentos até eles crescerem. Significa apenas que a tarefa comum de criar os filhos é uma prática possível do amor. Já foi a mais comum, aliás.

Num artigo publicado no caderno Mais!, da Folha de um domingo destes, Gianni Vattimo nota que a reprodução sexual implica, de uma maneira ou de outra, a vontade de manter e reproduzir o mesmo. O homem do antigo regime previa que seus filhos teriam seu mesmo status num mundo que se manteria igual; nós, homens modernos, sonhamos que nossos filhos nos ultrapassem, mas dentro de um quadro que tendemos a reproduzir (muitos desejam um filho médico, mas poucos gostariam que esse médico fosse Che Guevara).

Talvez por essa razão, criar filhos deixe de ser, hoje, a experiência comum dominante na qual prospera o amor de um casal.

Há traços da subjetividade moderna que exigem dos casais outras escolhas: a sede de renovação constante (reproduzir e se reproduzir não é mais suficiente para preencher nossa vida) e, sobretudo, a vontade de capitalizar experiência por conta própria (sonhar, por procuração, com a experiência futura dos filhos não nos basta mais). Essa é, portanto, a dificuldade: fora criar filhos, o que é, hoje, para um casal, "olhar na mesma direção"?

Alguns praticam o amor lendo poesia em voz alta, outros estudam juntos, outros exercem a mesma profissão ou adotam ambos uma nova religião, outros ainda se dedicam a práticas sexuais "diferentes". Tanto faz. O que importa é que, para existir, um casal precisa inventar e compartilhar uma (longa) aventura.